Pequena história de Oliveira
            Existem duas versões para a origem do nome da cidade de Oliveira (MG). A primeira e mais aceita se fundamenta no caminho para o estado de Goiás aberto pelos colonizadores por volta de 1.700, quando já era conhecida a riqueza aurífera da região central do Brasil. A Picada de Goiás, que acabou por delinear o Estado de Minas, passava pelo território onde se encontra o município.
            Foi ali que Maria da Oliveira abriu uma pequena estalagem, com o fim de dar pousada aos tropeiros em trânsito da região do Rio de Janeiro para Goiás. O movimento de gente era bom, pois, mais que um caminho, se tratava de um cruzamento de rotas, uma importante encruzilhada para outros pontos procurados pelos aventureiros. Os viajantes transformaram a estalagem em ponto de referência e orientação, dizendo estarem a caminho da Oliveira, ou da pensão da Maria da Oliveira.
            Outra versão, menos aceita, é a de que o nome provém de uma capela que realmente existiu por aqui, dedicada à Nossa Senhora de Oliveira, por onde todos os tropeiros passavam, em suas viagens a cavalo para outras cidades de Minas e do Brasil.
            A estalagem de Maria da Oliveira ramificou-se em outras casas, até que, com o passar do tempo, formou-se um pequeno arraial, que cresceu por seu comércio e ponto estratégico de descanso. Fazendo jus à sua vocação, Oliveira é, ainda hoje, uma grande encruzilhada de estradas. A principal é a Fernão Dias, que liga São Paulo a Belo Horizonte, e que atravessa o município a 8 quilômetros de sua região urbana. O arraial transformou-se em cidade pela lei estadual 1.102, de 19 de setembro de 1861. Sete anos mais tarde foi elevada à categoria de comarca judiciária.
            Geograficamente Oliveira se encontra no sudoeste de Minas, entre os municípios de Passa Tempo, Carmo da Mata, Santo Antônio do Amparo, São Francisco de Paula, Bom Sucesso, Candeias e Carmópolis de Minas.
            Sua economia esteve sempre ligada à agricultura, pecuária, serviço público, educação, comunicação, prestação de serviços e pequenas indústrias. Ultimamente tem-se feito um esforço para transformar a região em pólo de ecoturismo e fabricação de calçados. A pecuária leiteira e a monocultura do café continuam predominando na zona rural.
            A cidade passou por várias etapas de desenvolvimento. O período mais rico ocorreu entre 1920 e 1930, com a grande expansão verificada na cultura do café. A cidade possui expressiva tradição cultural e intelectual, tendo sido berço de grandes políticos e cientistas. Aqui nasceu o cientista Carlos Justiniano Ribeiro das Chagas, descobridor da doença que leva o seu sobrenome. Estando entre os dois maiores cientistas brasileiros do século XX, Chagas é a personalidade mais famosa do local.
            As manifestações culturais coletivas mais importantes são: Festa do Congado, que acontece em setembro, e é considerada a mais completa de Minas; Carnaval, que tem fantasias típicas como a do cai-nágua, escolas de samba, blocos típicos e grande movimento noturno, atraindo milhares de turistas todos os anos. A Semana Santa, com imagens, música e templos barrocos, também é motivo de atração de turistas.
            Hoje o município de Oliveira tem 2 jornais semanais, uma emissora de rádio AM e duas emissoras FM. Três estabelecimentos de ensino público, duas escolas particulares até segundo grau e uma instituição de ensino superior, oferecendo cursos em diversas áreas. É sede de diocese católica, sendo bispo dom Francisco Barroso Filho. É sede de comarca. Seu Poder Legislativo é formado por 9 vereadores. Conta com sistema de água tratada (100% da cidade) e esgoto (99% da cidade). Serviços de telefonia fixa (Telemar) e celular. Um hospital para atendimento geral (São Judas Tadeu), dois estádios de futebol com um mínimo de dois mil lugares. É servida por três rodovias federais asfaltadas e uma ferrovia. Possui um aeroporto com pista de 1.100 metros asfaltada, em fase de homologação pelo Ministério da Aeronáutica.
            Socialmente tradicional, o município de Oliveira abriga cerca de 40 mil habitantes, tem um clube de natação e esportes (Oliveira Tênis Clube), 2 clubes sociais urbanos (Oliveira Clube e Esporte Clube Fabril) e dois campestres (Catiguá Campestre Clube e AABB).